Angelino de Oliveira
“Tristeza do Jeca”.
Nasceu em 21 de abril de 1888. Ainda criança mudou-se para Botucatu/SP. Morou ainda em Ribeirão Preto/SP, onde cursou a Escola de Farmácia e Odontologia, e São Paulo, onde faleceu em 24 de abril de 1964.
Foi em Botucatu que Angelino desenvolveu a maior parte da sua atividade musical, sendo o músico local mais cultivado da cidade, embora outros tenham alcançado maior fama como Raul Torres e Antenor Serra, o Serrinha.
Em sua homenagem foi instituído, em 1967, o "Dia do Sertanejo", comemorado no último domingo de junho.
Em 1982 foi instituída a semana "Angelino de Oliveira" que anualmente celebra-se na semana que inclui o dia 17 de junho.
Existe na cidade a "Escola Estadual de Primeiro Grau Angelino de Oliveira", bem como uma rua com seu nome na Vila Nova Botucatu.
Foi-lhe concedido post-mortem o título de Cidadão Botucatuense.
Em sua obra destacam-se canções, tangos, valsas, sambas-canções, e até um fox-trot. O que mais se aproxima da música sertaneja são suas toadas, como a famosa "Tristeza do Jeca".
Uma das edições desta música, na década de 20, traz na capa a indicação de gênero: Canção. O ritmo da melodia é diferente do que hoje se canta, bem como o andamento sugerido na partitura: Lento. Até uma parte da melodia está em altura diferente do que hoje se canta, modificação provavelmente introduzida pela gravação-versão de Tonico e Tinoco (fato já apontado por Paulo Freire em seu livro sobre o compositor).