Henrique e Ruan
Boas amizades surgem de brincadeiras na rua. Uma parceria de
sucesso, também. É o caso dos amigos Henrique e Ruan, hoje uma das duplas
sertanejas com agenda mais cheia em bares, casas de shows e arenas da cidade.
“Nos conhecemos há 14 anos em Araxá, Minas Gerais, onde nasci. Éramos
adolescentes – ambos têm 29 anos – e eu andava de patins e bicicleta na rua da
casa do Ruan. Era considerada a rua do lazer para a molecada”, conta Henrique.
Ruan, por sua vez, nasceu em Uberlândia (MG).
Antes de assumirem a música sertaneja como carreira
profissional, eles tocavam em bandas de rock e pagode. Nada levado muito a
sério, confessa Henrique, ao lembrar que não gostava de cantar e que começou
como tecladista. As modas caipiras, porém, estavam no sangue. “Meu pai sempre
cantou, mas não profissionalmente. Me levava para bares e reuniões de família,
onde o sertanejo rolava solto. Essa foi uma das influências”, fala Henrique.
Com Ruan não foi diferente. Filho de Dino Franco, autor da
clássica Telefone Mudo – regravada por Trio Parada Dura e a dupla Cesar Menotti
& Fabiano –, teve em casa os primeiros passos para o futuro musical. Hoje,
eles somam uma década de estrada, com sete discos gravados e um DVD. O oitavo
CD está quase pronto e deve chegar às lojas em março.
As referências artísticas se mantêm nas duplas românticas,
como Bruno & Marrone e os irmãos Gian & Giovani. A dupla já dividiu o
palco com alguns ídolos. Segundo Henrique, com os goianos Zezé Di Camargo &
Luciano foi a realização de um desejo antigo. “Abrimos um show deles no Jardim
Ingá, em Luziânia. Quando começamos eles eram uma das mais fortes referências.
Era um sonho nosso”, disse.
Depois de ter tocado com muita gente famosa, a dupla espera,
ainda, se apresentar ao lado dos irmãos Chrystian & Ralf. “Somos muito fãs
deles”, admite o cantor. Antes de vir para Brasília, pela segunda vez, há cinco
anos, Henrique e Ruan moraram em outras cidades de Minas e em Goiânia, mas o
primeiro comenta que as tentativas não deram certo. “Em Goiás é muito
concorrido. Para viver de música lá é muito difícil”, considera ele. Voltar
para Brasília, onde o companheiro de microfone tinha familiares, foi a
alternativa que apareceu. Bastante oportuna, aliás. E, desta vez, deu certo.
Numa época em que o bichinho do sertanejo universitário já
havia picado grande público por aqui, a irreverência e alegria contagiante dos
dois jovens recém-chegados encontraram terreno fértil. “A aceitação do público
brasiliense foi bem melhor”, diz Henrique. Brasília, realmente, abraçou a
dupla. Tanto que hoje eles fazem uma média de 20 shows por mês, em todo o DF.
“Em junho, a demanda é maior e eles chegam a fazer até três apresentações por
noite. Um total de 32 mensais”, destaca o empresário Sérgio Maran.
Eles são atrações fixas de duas casas do Plano Piloto.
Amanhã, a dupla comanda a Quinta Sertaneja, no bar Garota Carioca. Às sextas,
são a atração principal do projeto Swinger Tour, da Boate Swingers, no anel
externo do estádio Mané Garrincha. Boas dicas para fãs de hits como Eu
Quero Só Você, que dá nome ao álbum mais recente, e Então, Dance, música de
trabalho.