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terça-feira, 19 de junho de 2012

Cowboy das Américas 19/06/12

Cowboy das Américas
Bob-Joe
É um apaixonado pela música e despertou sua paixão logo cedo, na época em que aboiava o gado na fazenda de seu pai, a cantarolar seu tireolei.
Inspirado no personagem Rex Alen do filme “Índio nas montanhas do Tirol” criando assim um estilo marcante que o consagrou como grande percursos do country no Brasil.
O primeiro disco veio por intermédio do amigo Zé da Estrada que gentilmente não hesitou em usar seu prestigio, apresentando BOB JOE para seu diretor artístico pleiteando sua inclusão no cast da gravadora, no que foi prontamente atendido.
Qual não foi surpresa, o disco conferiu-lhe grande sucesso e execução de vendagem superando até mesmo as expectativas.
Daí por diante BOB JOE ficou famoso e conquistou automaticamente a consagração ao colecionar vários sucessos com 18 Long-play que gravou; sendo que alguns long-play teve a participação especial da cantora e acordionista Linda Maria.
Na década de 70 BOB JOE e Linda Maria foram diretores artísticos do primeiro programa de rodeio na televisão brasileira “OS GRANDE RODEIOS” na TV Cultura dando continuidade na TV Bandeirantes com a direção e apresentação de Aldeni Faia.
Excursionou por várias regiões do Brasil fazendo Shows em Feira Agropecuárias, Rodeios, Festa de Prefeituras, Circos e eventos em geral, sempre com sucesso de público garantindo graças ao seu talento.


Contudo BOB JOE sempre foi ousado e pronto para enfrentar novos desafios em sua carreira, principalmente quando aceitou o convite do seu amigo Beto Carrero para ser artista exclusivo onde atuou com brilhantismo nos últimos dez anos.
Voltou ao estúdio em 2009 para atender ao pedido de participação especial no mais novo cd do amigo narrador de Rodeios Gleydson Rodrigues, que durante a gravação BOB JOE encantou todos os presentes no estúdio, apoiado por Manasses Fróis, Thoninho Mattos e João Resende, aceitou a idéia de gravar um CD, o repertório composto de 16 músicas na mais nova linguagem country nacional, e o requinte e letras de bom gosto, tudo isso somando a interpretação marcante de BOB JOE, nos da certeza de que esta será o melhor CD do seu estilo.
Bob Nelson
O cantor e compositor Bob Nelson conhecido por misturar música caipira com o ritmo Country.
Ficou famoso pela interpretação da canção "Oh, Susana". Nelson Roberto Perez, que adotou o nome Bob Nelson, nasceu em Campinas/SP, em 12.10.1918, sendo o 6º dos oito filhos de José Pérez, espanhol, ferroviário da Mogiana e dono do Hotel Dalva, e de D. Floresmina.
Fez o grupo escolar que funcionava em anexo à Escola Normal e formou-se contador na Escola de Comércio São Luiz.
Em sua família só ele teria pendores artísticos. Com 11 anos já trabalhava no comércio. Depois entrou na Mogiana, apenas para atender ao desejo do pai, foi contador da Armour e caixeiro-viajante.
Iniciou-se como Crooner da Orquestra Julinho e cantor-solista do Grupo Cacique, que apresentava na Rádio Educadora de campinas (PRC-9).
Nas pegadas do Bando da Lua e dos Anjos do Inferno, e era formado, além dele, por Paulinho Nogueira e seu irmão Celso, Armando do Couto, primo dos dois e médico, Aimoré dos Santos Matos, oficial, e pelo professor Enéas.
Quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas, em 1939, lá estavam eles acompanhando a Pequena Notável.
Uma noite, depois de assistir ao filme Idílio Nos Alpes, no Cine Rink, na Rua Barão de Jaguará, por brincadeira, começou a se comunicar com um amigo à maneira das montanhas do Tirol, como o cowboy-cantor Gene Autry, com menos perfeição, já vinha fazendo. Aquilo fez vibrar as mocinhas que passavam.
Durante a semana, para viver percorria a Central do Brasil como vendedor das meias Ethel, que ninguém comprava devido ao preço.
Uma noite, em Taubaté, cantou no serviço de alto-falante uma adaptação que tinha feito de Ó Suzana. Agradou demais e foi estimulado a ir à Hora da Peneira Rodine, na Rádio Cultura de São Paulo.
Vai com o amigo Paulo, que fica com o 2º lugar, com Lábios que beijei, e ele, com Ó Suzana, com o 1º, repartindo entre si, conforme o combinado, os prêmios,
100 e 50 cruzeiros respectivamente, ou seja, 75 para cada um.
Aí resolve ficar por São Paulo, tornando-se um "calouro profissional".
Quando canta, sempre 'Ó Suzana', no programa Calouros do Chá Ribeira, na Rádio Tupi, o diretor Dermival Costalima o contrata a 300 cruzeiros por mês.
Numa reunião de diretores, fica decidido que Nelson Pérez positivamente não era nome de cowboy.
Um diretor, folheando uma revista de cinema, dá com o nome de Robert (Bob) Taylor, grande galã da época.
Costalima tem o estalo: "Bob Nelson!".
Nessa ocasião, Assis Chateaubriand, todo-poderoso dono das Associadas, estava empenhando em homenagear, na Tupi, o oficial-comandante americano do Atlântico Sul. Teve uma de suas idéias: "Rapaz, pegue este dinheiro, vá à loja Sloper e compre uma roupa completa de cowboy.
E cante Suzana, pois o homem é do Texas!"
"- O americano gostou tanto que subiu no palco para abraçar.
Ele era muito alto.
Abracei-o no joelho!”
Com um repertório ampliado, nesse mesmo ano de 1943, vai atuar no Cassino Ahú, de Curitiba, a 300 cruzeiros
por noite.
A seguir faz todo o circuito das bases militares, até Natal e Fernando de Noronha.
Na volta, Ziembinski o convida para ir ao Rio de Janeiro, onde atua na Rádio Tupi e no Cassino Atlântico, a 500 cruzeiros por noite, com mais sucesso até que Gregorio Barrios e Libertad Lamarque.
Como a Tupi ficasse em atraso de pagamento por quatro meses, tenta leiloar nos corredores, com colegas, seus
vales e é expulso pelo diretor.
Assis Chateaubriand, que o chamava de "cowboy sem cavalo", chega pouco depois e dá-lhe razão: "Atrasou, não pagou, faz leilão dessa porcaria!"
Haroldo Barbosa sem demora o recomenda a Victor Costa,
diretor da Nacional.
Mesmo já sabendo de seu sucesso, quer testá-lo num programa de auditório.
Não deu outra: contrato imediato.
Daí em diante o Vaqueiro Alegre, seu slogan, faz-se astro do disco e da Rádio Nacional.
Emendando um sucesso após outro como Boi Barnabé (com Afonso Simão), Eu tiro o leite (com Sebastião Lima), Minha linda Salomé (Denis Brean e Vitor Simon), Te agüenta, Mané (com Almeida Rego) e Catulé (com Murilo Latini), e sua adaptação de Ó Suzana, gravada na Victor e depois lançada nos EUA.
O Brasil também o conhece através do cinema: Este Mundo É Um Pandeiro (1946), Segura Essa Mulher (1946), É Com Este Que Eu Vou (1948), no qual canta Como É Burro O meu Cavalo! , e Estou Ai? (1949).
Muito depois, em 1970, faria papel de padre em Vale do Canaã, sob a direção de Jece Valadão.
Casa-se com Antonietta Leal Perez, em 1950, e têm dois filhos, Nelson Roberto e Eduardo José, e dois netos, Luciana Antonela e Victor Eduardo.
Deixando de cantar, continua na Rádio Nacional, como secretário do departamento jurídico e diretor do departamento de gravações.
Na Nacional aposenta-se em 1976, depois de 26 anos ininterruptos de trabalho na estação. Jamais pararia, contudo, de trabalhar.
Foi representante de produtos ópticos, percorrendo todo o Brasil para promover as vendas, e sempre disposto a se apresentar artisticamente, com a mesma disposição e a mesma capacidade de conquistar qualquer platéia.
É considerado um dos primeiros cantores a misturar a música sertaneja do interior com o country norte-americano, Bob Nelson também desfilou no carnaval carioca, sempre pela escola de samba Império Serrano. Morreu no dia 28 de agosto de 2009,
O corpo do cantor Nelson Roberto Perez, conhecido como Bob Nelson, foi enterrado na manhã de 29/08/2009 no cemitério São João Batista, no Rio. Bob Nelson morreu aos 90 anos após sofrer uma parada cardíaca.

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