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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Veloso e velosinho. 27/06/12

Veloso e velosinho.

Tudo começou na pequena cidade de Mateira, posteriormente denominada Paranaiguara, aqui mesmo no estado de Goiás.
Os irmãos João e Antônio, carinhosamente apelidados de Joãozinho e Toninho, ainda crianças formaram uma dupla caipira.
A dupla mirim, muito admirada pelos garimpeiros da região não encontrava obstáculos para mostrar seu talento. Sem instrumentos, porém bastante desinibidos, subiam em caixotes e até mesmo em mesas de sinuca. Parecia que, mesmo de forma inocente, queriam dizer cantando que já tinham o dom artístico.
Certo dia Joãozinho e Toninho desapareceram.
Seus pais, Sr. Mateus e Dona Ercília, logo sentiram falta dos garotos. A mãe já preocupada pergunta ao pai:
- Mateus, onde estão os meninos?
O Sr. Mateus, dono de tamanha calma responde:
- Hoje é sábado, devem estar engraxando sapatos para ganhar um dinheirinho, logo estarão de volta.
Dona Ercília, ainda preocupada:
- Vá dar uma volta e veja se os encontra.
Sr. Mateus atendeu ao pedido da esposa e saiu em busca das crianças. Ao caminhar em direção ao bar do Doro, avistou uma grande movimentação que dava gritos e aplausos. Curioso, Sr. Mateus aproximou-se para ver o que acontecia e surpreendeu-se ao saber que aquela manifestação era dedicada aos filhos que ali se apresentavam.
No bar estava presente o Sr. Durval Paula, um forte corretor de gado da região. Este, ao perceber a intenção do pai em tirar a dupla mirim dali, fez um pedido ao Sr. Mateus:
- Deixe-os cantar, seus filhos nasceram artistas!
Atendendo ao pedido daquele homem, Sr. Mateus ficou aguardando e, novamente, ficou surpreendido ao ver quanto dinheiro havia em cima da mesa de sinuca, dinheiro esse dado aos meninos pelos garimpeiros, por alegrarem com tanto talento os admiradores da música caipira.
Durval Paula, percebendo o potencial da dupla, perguntou aos meninos:
- Vocês tocam instrumentos?
Toninho, que futuramente seria conhecido como Velosinho, muito esperto respondeu:
- Não temos dinheiro para comprar.
Foi então que Durval Paula, sensibilizado, imediatamente pediu que buscassem um cavaquinho no armazém do Divino e deu de presente a Toninho para que aprendesse a tocar. Neste momento, Sr. Mateus sentiu o apoio dos amigos quando lhe sugeriram que levasse Joãozinho e Toninho para cantarem nas rádios de São Paulo.                                                    
Infelizmente as necessidades falaram mais alto, de modo que, em meados de 1958 a família teve que mudar-se para a roça, cerca de 12 km da cidade.
Joãozinho e Toninho, com apenas 10 e 8 anos respectivamente, faziam parte de uma família pequena, porém muito unida. Além deles e dos pais, haviam mais dois irmãos: Sebastiana de Lourdes com 13 anos e Carlos Júlio com 7.
As crianças passaram grande parte da infância na dura lida da lavoura, que na época, era roça de toco. Sr. Mateus e D. Ercília foram com a intenção de voltar com a família para a cidade em 2 anos, mas perceberam a necessidade de ficar por muito mais tempo, em função da seca que não permitia uma colheita abundante.
O tempo passava e a dupla mirim se aperfeiçoava com o apoio de D. Ercília que era incansável em tentar descobrir maneiras de melhorar o desempenho dos meninos. Joãozinho fazia a segunda voz enquanto Toninho fazia a primeira e encantava ao tocar cavaquinho.
Ainda em Mateira, futura Paranaiguara, a dupla começou a fazer serenatas em fazendas e cantar em festas de mutirões e rezas de terços nos finais de semana.
Em 1965, a família mudou-se para a região de Rio Verde.
Lá conseguiram comprar uma chácara e realizaram um novo trabalho, em parceria com o Sr. Pedro Oreia, na Lagoa do Bauzinho, foram tocar lavoura de a meia. Infelizmente, mais uma vez, perderam tudo em função da seca.
Um pouco mais tarde, em 1967, a dupla recebeu um convite para cantar na Rádio Difusora de Rio Verde.
Nascia a partir daí a preocupação em melhorar o nome da dupla que, até então, chamava-se Joãozinho e Toninho.
Depois de pensar bastante e consultar os amigos, resolveram que a dupla se chamaria Goiano e Goianinho.
Na expectativa da chegada do dia da apresentação, passaram a semana inteira ouvindo a Rádio Nacional de São Paulo.
Nestes programas, realizados após as 8 horas da noite, apresentavam-se duplas famosas como Tião Carreiro e Pardinho, Praião e Prainha, Pedro Bento e Zé da Estrada, Liu e Léu e muitos outros.
Enquanto isso, Goiano e Goianinho prestavam bastante atenção e ensaiavam para que no dia pudessem falar tal como as duplas famosas e dar um show de apresentação.
Chegada à hora, no sábado às 6 horas da manhã, a dupla emocionada e muito ensaiada para que nada desse errado ouviu o apresentador Mané Cachoeira chamar:
- Agora com vocês... Goiano e Goianinho!!!
A dupla emocionada responde:
- Certinho Mané Cachoeira, está aqui o boa noite do Goiano e o boa noite do Goianinho!!
Que vexame! Foi aí que perceberam que haviam dado boa noite logo de manhã, por causa dos incansáveis ensaios noturnos na tentativa de imitar as duplas famosas.
A dupla esqueceu que deveria trocar o “boa noite” pelo “bom dia”, já que a apresentação se dava de manhã e não à noite como na Rádio Nacional de São Paulo.
O apresentador Mané Cachoeira não perdoou:
- Uai moçada!
Acabou de amanhecer e vocês estão dando boa noite?!
Foi um verdadeiro fiasco!
Já em 1968, Goiano e Goianinho vieram para Goiânia.
A mudança de nome da dupla para Veloso e Velosinho e a dura trajetória na capital,
2ª parte dessa história...
A 1ª Parte dessa história foi narrada pelo nosso saudoso Cassimiro Parreira, o qual foi fiel aos fatos, pois tanto ele como sua esposa Dona Juracy eram grandes amigos do Sr. Mateus e de Dona Ercília, os pais da dupla.
Em 1968, Goiano e Goianinho embarcavam em um caminhão rumo à Goiânia, dirigido pelo Sr. Sólon, motorista do Ministério da Agricultura e amigo da família.
A partir de agora, essa nova etapa passa a ser relatada pela Dona Frontina, esposa do nosso também saudoso Sr. Manoel Messias, que acompanhou esse começo sofrido da dupla.
Este casal já conhecia Goiano e Goianinho de Paranaiguara, cidade onde moravam seus parentes e sempre iam visitá-los. Nessas idas e vindas tornaram-se amigos dos pais da dupla. Sr. Manoel Messias e Dona Frontina eram as únicas pessoas que Goiano e Goianinho conheciam em Goiânia, tornando-se para eles uma referência de vida.
Ao chegarem à capital, os dois muito assustados com o movimento característico das grandes cidades perguntaram:
- “E agora, aonde agente vai?”.
Sólon lhes disse que o melhor era darem um jeito de morar na Vila Nova, por que ficava mais próximo das Rádios.
Percebendo o nervosismo dos dois, o motorista se ofereceu para levá-los, pois os dois não tinham sequer idéia de onde ficava o bairro.
Lá chegando desceram do caminhão tendo nas mãos uma pequena mala de fibra de papelão, um fogareiro de lata, um feixe de lenha, um colchão de palha, uma saca que a mãe havia lhes dado contendo alguns cereais e uns dois litros de banha de porco e, claro, um velho violão e um cavaquinho.
 No coração um sentimento misto de apreensão e esperança, maior do que a cidade na qual agora se encontravam.
O primeiro desafio foi encontrar um lugar para morar.
Foi fácil, pois logo viram uma placa de alugam-se quartos na Rua 212 esquina com a 6ª avenida.
Com o dinheiro ganho no trabalho da roça, de onde vieram, pagaram adiantados trinta e cinco cruzeiros, a única economia de que dispunham.
Já instalados, iniciaram a busca de oportunidades nas Rádios e foi aí que a coisa ficou preta!
O primeiro programa a ser visitado foi o “Nossa Fazenda”, criado e apresentado por Morais César.
Apesar da emoção, veio logo a primeira decepção: foram barrados na portaria da Rádio Anhanguera por não portarem documentos pessoais.
No dia seguinte, a dupla voltou e contou sua história à pessoa que estava na portaria que sensibilizada permitiu-lhes que entrassem.
Naquele momento a emoção os dominou, iriam finalmente conhecer o Moraes César. Adentraram no estúdio e lá estava o grande ídolo apresentando seu programa.
A dupla então, a mais roceira possível, não cabendo em si de contentamento foi logo gritando:
- “Hei Moraes César”!
O senhor é muito fã de nóis!”
O apresentador meio assustado continuou seu trabalho nos microfones enquanto a dupla insistia:
- “Lá na roça nóis escutava o senhor todo dia”.
A gente até pensava que aqui tinha vaca, cavalo e até porco!”
Os dois não cansavam de repetir:
- “Nóis somos o Goiano e o Goianinho!”.
Os visitantes que lá estavam perceberam que o Moraes estava muito irritado com a insistência dos dois intrusos em contarem que eram o Goiano e o Goianinho, até que alguém se levantou e pediu que fizessem silêncio, pois os microfones estavam ligados.
Quando terminou o programa, Moraes César foi explicar aos dois jovens matutos que na hora em que o locutor está falando os demais presentes devem ficar em silêncio, para não atrapalharem.
Ao saírem da Rádio, um disse ao outro: -”Caramba”!
Que fora que agente deu!
Esse Moraes agora nem vai dar confiança para nóis!”“
No que o outro comentou:
-“Ele deve saber que nóis é bobo mesmo, amanhã nóis vorta e fica calado do jeito que ele falo.”
Durante muito tempo Goiano e Goianinho queriam mesmo era conhecer os famosos do Rádio, entre eles, além do Moraes César seu companheiro de trabalho o Gonçalves Lima, que já fazia muito sucesso nos programas “Nossa Fazenda” e “Preferência Sertaneja” na Rádio Anhanguera, logo depois transferidos para a Rádio Brasil Central.
A dupla conheceu brevemente os famosos Claudino da Silveira, Adolfinho das Velhas, Faria Neto, José de Castro, Clarê Toledo, Conrado de Oliveira e as Irmãs Borges na RBC.
Nessa trajetória de vida, os jovens vindos do interior, de Paranaiguara, fizeram muitos amigos aqui na cidade grande.
Alguns famosos, outros anônimos, uns poucos desleais, mas vários fieis entre estes os irmãos Dízio e Dézio, vindos de Anápolis, também em busca do ideal de ficarem famosos.
Amigos, companheiros e irmãos da luta diária...
Várias eram as identificações entre Goiano, Goianinho, Dízio e Dézio, sendo que algumas o tempo se encarregou de modificar, mas a principal os seguiu destino a fora: uma amizade verdadeira, não pelo simples fato de ter sido a primeira a ser conquistada aqui em Goiânia, mas por ter resistido às adversidades do jogo da vida.
Quatro amigos, quatro esteios tentando edificarem juntos um sonho...
Brilhar nos palcos da música sertaneja.
Hora de labutar pela sobrevivência:
Goiano arrumou um emprego de vendedor de picolés.
De carrinho cheio saiu pelas ruas da cidade e a cada parada para um descanso se deliciava com um deles.
No final do dia o saldo foi desastroso: não vendeu nenhum picolé, consumiu mais de vinte e os demais derreteram.
Perdeu o emprego lógico e ainda ficou devendo.
Mas essa dívida ele saudou em 1977 por obra do destino, pois ao dar carona a um desconhecido na estrada de Inhumas - GO, durante a viagem descobriu que se tratava do seu antigo credor, o ex-dono da fábrica de picolés.
Goiano e Goianinho foram então trabalhar como serventes de pedreiro e pintores de paredes e, assim, iam garantindo a sobrevivência.
Ao clarear de mais um provável exaustivo dia, um fato inusitado aconteceu: entraram em um ônibus que fazia a linha Centro-Vila Bethel, com destino à Vila Alvorada, local este em que estavam trabalhando de pintores.
Na ocasião portavam um caldeirão de comida nas mãos.
Ao perceberem alguns olhares femininos, disfarçadamente o colocaram no piso do ônibus, só que com a trepidação do veículo e um esbarrão de um dos passageiros, a vasilha saiu rolando pelo corredor afora e deixando para traz um rastro de arroz, farinha de milho e ovo frito.
O cheiro era desanimador o que fez com que o motorista gritasse:
-“Gente, quem está fazendo porcaria aqui dentro?”.
Não seria nem necessário dizer que a dupla não se manifestou.
Ficou sem o caldeirão e o almoço do dia.
Os dois jovens candidatos a artistas descobriram depois de algum tempo que já havia uma outra dupla onde um dos componentes se chamava Goiano, um veterano já na música, porém sem sucesso.
Na época a dupla Goiano e Goianinho já cantava na Rádio Brasil Central, no programa “Domingo Sertanejo” levado ao ar às 20 h.
Lá os apresentadores Bob Goiano e Melrinho sugeriram um novo nome para os rapazes: Dandin e Dandito.
Começou a intriga:
Goianinho era muito crítico e ficava chamando o irmão ironicamente como se chamasse um gato:
-“Dandin, Dandin, Dandin...”.
O Goiano reagia:
-“Dandito, Dandito, Dandito...” Dava ênfase ao Dito, fazendo-o lembrar tal “Dito”, irmão do “Bêia” lá de Paranaiguara, que tinha uma deficiência na cabeça o que a tornava muito grande e que, quando criança era esse o apelido do Goianinho, daí a brincadeira que quase sempre terminava em briga.
A jovem dupla não estava nada contente com os novos nomes.
Foi então que o Sr.Romildo, patrão deles no serviço de pintura de parede, lhes sugeriu o nome Veloso e Velosinho.
-“Por que estes nomes?”-.
Perguntou Dandin, o Goiano.
O Sr. Romildo contou-lhes uma história.
Em Tupaciguara - MG, sua terra natal existia uma dupla com esses nomes e que já havia sido desfeita anos atrás.
Foi aí que o Goiano e Goianinho ou Dandin e Dandito passaram a se chamar Veloso e Velosinho...
 Uma ironia do destino
 Em 1965, João Veloso e Carlos seu irmão caçula estavam em São Simão esperando carona para voltar pra casa onde moravam na Fazenda Boa Vista.
Os dois já estavam ficando desesperados, pois já eram quase 7h da noite e desde as 2h da tarde não conseguiam a tal carona.
Foi aí que chegou a Kombi da salvação.
          Três pessoas chegaram naquela condução.
João e Carlos voltaram a repetir o pedido para que aquelas pessoas os levassem até o entroncamento da fazenda onde moravam.
Nesse momento, os ocupantes da Kombi deixaram os caroneiros sem resposta, entrando no bar do posto do Quin.
João e Carlos não desistiram e permaneceram do lado de fora do bar, já era noite e precisavam ir embora.
Depois de alguns minutos, saiu em direção à Kombi o primeiro que negou a carona dizendo que o carro não era dele.
Em seguida saiu o segundo deles que também negou a carona alegando o veículo pertencer ao terceiro que ainda estava no bar.
          Nessas alturas, João e Carlos já estavam desanimados.
          - “Será que não vai dar certo?”
 – comentaram.
          Ainda restava a última esperança, o terceiro ocupante da Kombi.
Só ele poderia evitar que os dois tivessem que dormir ali mesmo, para tentar nova carona no dia seguinte.
Assim que esse homem, um baixinho, saiu em direção ao carro onde os outros já o aguardavam para seguir viajem,
João Veloso (na época Joãozinho) perguntou:
          - “Será que o Senhor pode levar nóis até na placa tal?”
          O baixinho respondeu:
          - “Claro! Às vezes ossêis pode até ser fã da gente.”
          João e Carlos estavam tão aliviados com a carona que não entenderam bem a expressão “fã da gente”.
Ao entrarem na Kombi, perceberam que ali havia alguns instrumentos, então perguntaram:
          - “Vocês são cantores?”.
          O baixinho respondeu:
          - “Sim, as pessoas dizem que nós somos artistas. Somos Praião, Prainha e Rezendinho da Sanfona!”.
          O susto foi imenso. João e Carlos perderam a fala de tanta emoção.
Estavam de carona com os artistas mais famosos do Brasil na época e que cantavam inclusive na Rádio Nacional de São Paulo.
Essa façanha dos irmãos foi assunto pra muito tempo em toda a região.
          Em 1968, João e seu outro irmão Antônio, vem para Goiânia e aqui continuam a carreira como cantores que já havia começado no interior, logo sendo conhecidos como Veloso e Velosinho.
O irmão Carlos morre em 1970 em Riverlândia e toda a família vem para a capital do Estado.
No decorrer da carreira artística aqui em Goiânia, Veloso e Velosinho por ironia do destino se tornam grandes amigos de Prainha.
Veloso e Prainha se tornam compadres em 1977 (Prainha é padrinho do Léo, da dupla Guto & Léo).
Em 1980, falecia o Velosinho em Jussara-GO e lá estava o Prainha.
Em 1992, em Goiânia falecia o Prainha, o mesmo que em 1965 dava carona a dois simples irmãos lavradores ajudando-os a voltar para casa na roça, um deles o Veloso, o mesmo que agora dava a última carona ao amigo e compadre sepultando-o no jazigo da família no Cemitério Jardim das Palmeiras.
Lá estão sepultados o Velosinho, Ana Flávia (filha do Velosinho), Sr. Mateus e D. Ercília (Pai e Mãe).
“O amanhã só a Deus pertence”, ninguém podia imaginar que de uma carona para os irmãos João e Carlos, lá em São Simão em 1965 fosse nascer uma grande amizade e que sobrevive inclusive à morte.
Ultima apresentação de Velosinho.
Em julho de 1975, mais precisamente no dia 19 de julho, foi ao ar pela primeira vez, nas possantes ondas da Rádio Brasil Central de Goiânia, o “Programa Na Beira da Mata”, que rapidamente se tornou referência e maior sucesso em audiência de programas sertanejos na região centro-oeste.
O programa era apresentado pela dupla Veloso & Velosinho, e contava com a participação de artistas ao vivo, entre eles nomes como Trio da Vitória, André e Andrade, Praião e Prainha, Irmãs Freitas, Os Filhos da Fronteira, Zé Mulato e Cassiano, Zazá e Zezé e muitos outros.
Dado o sucesso do programa no rádio, em 1976 o “Na Beira da Mata” ganhava o seu espaço na telinha. Exibido pela TV Brasil Central, sobre o comando e apresentação de Veloso, era realmente uma proposta ousada. Um programa de auditório, com apresentações de artistas ao vivo, e onde desfilaram nomes famosos da “Rádio Nacional de São Paulo”, como Tião Carreiro e Pardinho, Liu e Léu, Zico e Zeca, Léo Canhoto e Robertinho e, quanta ironia... Artistas esses que a dupla Veloso e Velosinho, antes Joãozinho e Toninho, admiravam e sonhavam conhecer ouvindo-os pela Rádio Nacional de São Paulo na Linha Sertaneja das 20:00h.
Em 1980, mais precisamente no dia 29 de junho, com o prematuro falecimento de Velosinho seguiu então Veloso como João Veloso. A carreira como dupla foi sepultada juntamente com o irmão Velosinho, mas o Programa “Na Beira da Mata” continuou... e continua até hoje, levando emoções e saudades, mas acima de tudo alegria a uma infinidade de lares por todo o país e além fronteiras através da Rádio Mil FM 102,9 e pela rádio web www.radiobeiradamata.com.br.
















   










2 comentários:

  1. Me sinto super orgulhosa saber que Veloso e Velosinho nasceram na cidade de Côcos Bahia, filhos de Mateus Pereira dos Santos e D. Ercília, sendo que Mateus pais desta famosa dupla sertaneja era filho de Jovina Moreira Barros, esta filha de Joaquim Moreira Barros.. Escrevo um livro sobre a cidade de cocos - CIDADE REVELADA, será lançado em breve nele constará toda a genalogia desta dupla que encantou o Brasil com suas músicas de sertão, e que nos deixou tão breve.

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  2. Senísio, boa tarde.
    Sou um pesquisador da música sertaneja e, creio no mês de outubro disponibilizarei um site de cultura caipira, onde pretendo dar informações sobre cantores, compositores, radialistas, etc. Solicito a você a possibilidade de uma parceria nessa seara das informações. Eu poderia divulgar algumas matérias que constam em seu blog (darei todo o crédito sem dúvida) em meu site? De antemão, também deixarei disponível o que contiver no meu site para seu uso nos mesmos moldes.
    Agradeço o retorno.
    Abraço

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