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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Características do Sertanejo Universitário

Características do Sertanejo Universitário
Infelizmente chamam e dizem uma coisa que não tem nada haver
Mas Começou a Características do Sertanejo e Porque foi Apelidado de Sertanejo Universitário e o Sucesso estorou:
Tudo começou com João Bosco e Vinícius, uma dupla sertaneja que passou a cantar suas músicas de maneira um pouco mais agitada onde se destacava a valorização do acústico.
Essa variação de estilo passou a ter mais aceitação com o aumento da popularidade da dupla sertaneja César Menotti e Fabiano.
Algumas duplas fazem questão de serem rotuladas como sendo de sertanejo universitário. Entretanto é importante observar que o sertanejo universitário não é um gênero diferente, mas apenas uma variação do sertanejo clássico. 





Em geral, o sertanejo universitário destaca-se pelas músicas empolgantes, de fácil memorização e bastante interação com o público. Quase sempre, as músicas são tocadas em versões “pseudo-acústicas” (já que na prática, a versão acústica não é levada ao pé da letra) e quase sempre os cds são shows ao vivo, com uma participação relevante do público.É importante reparar que características do sertanejo universitário, já eram fatores marcantes na dupla sertaneja Bruno e Marrone alguns anos atrás. Características do sertanejo universitário já era destaque no passado.
O termo sertanejo universitário surgiu apenas por questões de marketing, já que o estilo é apreciado por pessoas mais novas entre 15 e 30 anos e tem forte apelo em casas noturnas e bares do gênero sertanejo.
A minha teoria é que grande parte do sucesso do sertanejo universitário deve-se por influência das mídias, principalmente televisão, onde em alguns casos (como novelas, por exemplo) exploram abertamente o estilo.
Ter mídias exaltando o estilo sertanejo universitário contribui para o aumento na busca por produtos relacionados e lazer relacionados ao estilo.
História da Música Sertaneja:
A música Sertaneja surgiu ainda na década de 10.
O pioneiro desse movimento foi o jornalista e escritor Cornélio Pires que costumava trazer para os grandes centros os costumes dos caipiras. Desde encenações teatrais a cantores de estilos como o Catira,  
Em 1912, Cornélio lançou um livro chamado Musa Caipira, que trazia versos típicos.
No início da década de 20 uma instituição liderada por Mario de Andrade promoveu uma semana para divulgação da arte brasileira, onde pela primeira vez foi montado um grupo intitulado de sertanejo, com instrumentos simples como a viola caipira, misturando alguns ritmos como o Catira, Moda de Viola, Lundu, Cururu, etc.
Valorizando ainda mais o trabalho de Cornélio Pires.
O primeiro registro de um grupo de música Sertaneja foi datado de 1924 (A Turma Caipira de Cornélio Pires), formada por violeiros como Caçula e Sorocabinha, e alguns outros tão importantes da época. Agora o primeiro registro fonográfico do estilo, deu-se em 1929 quando Cornélio Pires desacreditado pela gravadora Columbia resolveu bancar do seu próprio bolso a gravação e edição do primeiro álbum, que em poucos dias de lançamento esgotou-se nas lojas. Começava daí o interesse pelo estilo por parte das gravadoras.
Assim como na música Country americana, uma gravadora que se interessou pela geração desse trabalho foi a RCA-Victor que convidou o violeiro Mandy para montar outro grupo intitulado Turma Caipira da Victor, nascendo uma concorrência sadia entre os dois grupos e as duas gravadoras.
Já com inúmeros adeptos e crescendo a cada ano mais e mais, no final da década de 20 começaram a surgir as primeiras duplas como Mariano e Caçula, Zico e Ferrinho, Sorocabinha e Mandy, na maioria violeiros das turmas do Cornélio e da Victor. Na década de 30 surge, sem dúvida, uma das mais importantes duplas sertanejas de todos os tempos (Alvarenga e Ranchinho) que além de tudo eram muito alegres e engraçados. Uma curiosidade sobre a dupla é que de tanta "descontração" foram presos pelo governo de Getúlio Vargas. E muitas outras duplas formaram-se, algumas trazendo a tristeza do sertanejo no peito, outras mostrando o lado alegre do caipira, etc.
No ano de 1939 a dupla Raul Torres e Serrinha inovaram introduzindo a música sertaneja o Violão. Mais para frente Raul Torres e Serrinha inovaram novamente criando o primeiro programa de rádio dedicado a música sertaneja, transmitido pela Record com a participação de José Rielli, o programa chamava-se Três Batutas do Sertão. Surgiram vários nomes importantes da música sertaneja, e o movimento que até então era apenas do eixo São Paulo - Minas Gerais, passou a se expandir por todo o país, nascendo influências regionais como as do Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco estado de Raul Torres, Mato Grosso, etc.  
Hoje em dia para qualquer lado que se olhe existe um representante da música sertaneja, que deixou de ser um tributo aos sentimentos do homem do campo para se tornar sinônimo de cifras e grande espetáculos, onde a última coisa que se ouve é o dedilhar de uma viola tocada pelas mãos calejadas da enxada e o puro sentimento ingênuo dos homens e mulheres dessas regiões.

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