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segunda-feira, 26 de março de 2012

Delmir & Delmon, 26/03/12

Delmir & Delmon,  

A década de 70 foi, sem dúvida, um grande momento da música sertaneja. Justamente nesse período, deu-se o aparecimento de grandes nomes, como Delmir e Delmon, Gino e Geno, Creone, Barrerito e Mangabinha, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Chororó, entre tantos outros.
Mas, apesar de todo esse celeiro artístico, tal estilo de música ainda era discriminado socialmente, em especial nos centros urbanos. O rádio (AM) era um dos poucos veículos difusores e, mesmo assim, os programas eram transmitidos em faixas de horário mais ou menos específico: geralmente final de tarde/início de noite e também de madrugada/início da manhã.


Os circos eram os grandes palcos dos shows. Mas a zona boêmia talvez tenha sido o mais importante dos cenários, o ambiente mais fecundo da música sertaneja, pois ali ela era sempre tocada e se propagava intensamente, sem preconceitos. E foi nesse universo que se conheceram Delfim e Antônio, os nossos Delmir e Delmon.
         À época, Delfim formava uma dupla amadora com Delmar, que, por ser casado, não freqüentava a zona boêmia. Surge, dessa forma, o espaço para Antônio, que, na cidade, tocava sanfona para Delfim e Delmar e, na zona, teve que aprender a cantar e fazer parceria com Delfim. Tudo ainda de forma amadora.
Em 1969, mudou-se de Bambuí para BH para “tentar a vida”. Na Rádio Inconfidência, conheceu Rancho Fundo, que formava a dupla. Curió e Canarinho. Este último tornou-se evangélico e parou de cantar. Delmir assumiu o seu lugar e Delmon entrou como acordeonista. Formou-se então o trio TAPERINHA (Delmir), RANCHO FUNDO E BAMBUÍ (Delmon), assim permanecendo até 1972. Nesse ano, Rancho Fundo saiu do trio, pelo fato de ser funcionário de carreira do INSS e ter que voltar das viagens de shows aos domingos, o que atrapalhava as possibilidades de apresentação nesses dias. Fizeram muitos shows em Minas Gerais, Espírito Santo e na Bahia, áreas cobertas pela transmissão da rádio.
         Em 1972, retornam a Bambuí para fazer a campanha do candidato a prefeito Altamiro Paulineli. Nasce aqui, efetivamente, a dupla DELMIR E DELMON.
Em dezembro, ao custo de Cr$ 4.500,00 a serem pagos em 03 vezes, gravam o 1º disco – VIDA DE MINHA VIDA – lançado em abril de 1973 pela gravadora Chororó. Mangabinha foi o acordeonista deste LP. Com a música "Parada Dura", o disco estourou e fez tanto sucesso que a terceira prestação não precisou ser paga.
Cantavam então na rádio Nacional de SP. O apresentador do programa era Oscar Martins, dono da Chororó. Mangabinha os acompanhava nos shows e programas. Com o sucesso de “Parada Dura”, essa expressão acabou se transformando em sinônimo do trio, passando a ser sua identificação. E por sugestão do próprio Oscar Martins, incorporaram o nome nos dois discos seguintes: QUERO FALAR COM ALGUÉM e REPERTÓRIO DE OURO, ambos de 1974. Dessa forma, teve início o mais famoso trio da música sertaneja de todos os tempos: o TRIO PARADA DURA.
         Em 1975, por desacordo comercial/financeiro, o trio se desfez. Delmir e Delmon seguiram o caminho da dupla e, como não mais formariam um trio, cederam o direito de uso do nome a Mangabinha, que passou a usá-lo com Creone e Barrerito.
SONHOS DA VIDA e TEUS OLHOS SÃO MINHA VIDA foram mais dois LPs lançados em 1975 e 1976, respectivamente.
A carreira de Delmir e Delmon, apesar de nunca terem brigado, é marcada por separações, algumas rápidas e outras mais longas, como a de 10 anos, após 1976. Nesse período Delmir gravou alguns discos solo. Já Delmon, além de discos instrumentais de sanfona, formou dupla com José Alves dos Reis (DELMÍRIO), gravando dois LPs pela Chororó.
Em 1987, a dupla se refaz e grava o disco MINHA VIDA EM SUA VIDA e uma nova separação acontece dessa vez, a mais longa de todas.
Até que, em 2002, reúnem-se novamente e gravam, pela Chororó, o seu primeiro CD: SEMPRE FUI EU.
Em 2006, lançam um CD independente com antigos sucessos em roupagem nova. Gravado em Viradouro/SP e reproduzido em Uberlândia/MG, com a presença do acordeonista Tostão, chamou-se: DELMIR, DELMON E TOSTÃO – ACÚSTICO – CHAMAMÉ.
Um outro CD independente foi gravado em 2006: A RESPOSTA DO GAVIÃO, nono trabalho da dupla
Recém-separados em 1º de maio de 2007, Delmir lança mais um CD solo, também independente.
Nós, os fãs, aguardamos o desenrolar dos acontecimentos...
Atualizado até Agosto/2007
Continuação....
Vários acontecimentos marcaram o ano de 2007. Mesmo ainda separados, foram convidados a realizarem um show na cidade de Patrocínio-MG, que se concretizou no segundo semestre.
No final deste ano o acordeonista Tostão lançou um DVD próprio, com vários convidados, explorando sua especialidade, o ritmo Chamamé. Aqui, DELMIR E DELMON se reúnem novamente e marcam sua presença nesse DVD cantando duas lindas músicas dentre seus maiores sucessos.
         Excetuando-se filmagens amadoras de apresentações em shows ou mesmo de algumas participações em programas televisivos, este foi o primeiro registro formal, em vídeo profissional, da performance da dupla e, por sinal, muito boa. Este acontecimento gerará frutos 1 ano depois.
2008 – Apenas DELMIR faz shows eventuais, acompanhado pelo amigo JASMINOR da cidade de Medeiros.
Porém em setembro, procurado por Leandro, genro de Delmon, algumas ponderações são feitas, na tentativa de retomada da dupla. Depois de alguns contatos, um acordo acontece e, em outubro, DELMIR E DELMON ressurgem com força total, muitos shows, novas idéias, dentre elas a gravação de um DVD.
         Em 20 de abril de 2009, no “Cantinho do Céu”, situado no parque de exposições de Bambuí, acontece esta gravação, bastante concorrida pelos fãs e com a presença de pessoas famosas do meio sertanejo, com destaque especial para a participação de GINO E GENO. Uma linda festa a que fizeram jus DELMIR E DELMON, acompanhados pelo acordeonista JOSELITO, também de Bambuí, E BANDA.
Biografia Oficial Autorizada
Autoria: Wagner Lemos Alvim

Um comentário:

  1. Diz aí que Curió e Canarinho se converteram e pararam de cantar. Na verdade não parou não. Tem uma série de discos gravados depois disso, mas todos eles claro, de música evangélica.

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